Como Impactar Pessoas Com Seu Conhecimento de Teologia

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Você é um teólogo que influencia pessoas, que faz a diferença na Igreja e na sociedade e que desenvolve pessoas ao seu redor?

Como anda a sua prática teológica? Você é daqueles que tentam “abraçar o mundo”, para satisfazer o seu ego teológico, ou está entre os compromissados em dar uma contribuição real com o desenvolvimento de todos os que estão à sua volta?

Neste artigo eu quero lhe fazer 3 perguntas que poderão, dependendo de como tem sido o seu atual procedimento como teólogo, líder, pastor, missionário…

Dependendo de como você reaja às mesmas, poderão lhe levar ao próximo nível em sua missão de vida, no ministério, na sua função atual ou profissão?

É evidente que nem todos nós estamos dispostos a “sofrermos prejuízos” em nossa carreira teológica, ministerial ou profissional. E isso torna-se mais evidente naqueles que já construíram-na e, que para isso, levaram algum tempo. Por isso sou compelido a escrever este artigo e alertar duas classes de pessoas: os que já estão correndo sua “carreira teológica” e aqueles que ainda estão iniciando.

Os mesmos princípios. As mesmas lições. Os mesmos resultados.

1 – Você tem sua missão de vida bem definida?

É comum, na atualidade, pararmos para escolhermos a posição em que iremos atuar no jogo da vida. E as opções são bastantes. Porém, nem sempre analisamos, questionamos, confrontamos (conosco mesmo), se nossas escolhas estão sendo as melhores.

Façamos uma simples comparação com os alguns posicionamentos em um jogo de futebol.

Lateral: são aqueles que estão sempre de prontidão para que a bola não saia do campo, para avançar o jogo. Só que, na maioria das vezes, estão em segundo plano e têm os árbitros muito mais próximos deles. São mais bem vigiados.

Meio-campo: sofrem grande pressão. Estão em “confronto” constante com os adversários, pois é onde concentram-se a maior quantidade de jogadores. Às vezes é uma “confusão”: passes errados, discussões, pouca visão do todo… Mas defendem o seu time com garra. Nem sempre têm a melhor atenção do árbitro, pois estão em grande aglomeração e prejudica uma análise mais acurada.

Ataque: são os mais cobrados por quem está dentro ou fora de campo. São experts no que fazem. Tem obrigações mais altas. Teoricamente, são os mais compromissados com o resultado. Também, são os mais cobrados por quem está dentro e fora do jogo real. São os da linha de frente. São rápidos nas decisões. Por isso mesmo, por isso algumas vezes não são as melhores decisões. Estão sempre em movimento. E por isso, talvez, valham-se mais da experiência e da intuição, pois o tempo disponível para o processo problema-análise-decisão-ação nem sempre existe.

Defesa (“zaga”): é uma função séria. E acredito que todo teólogo deveria atuar, primeiramente, nessa parte do campo. Tem tempo de análise e decisão das jogadas. É o responsável pela defesa do time: por não deixar o adversário “entrar” na área crítica do seu time: o gol. São os que, talvez, levem as maiores “pancadas” e broncas, pois o atacante está confiante de que a área crítica do seu time está resguardada pela zaga. Percebe como cada área do campo tem suas responsabilidades no jogo? É interessante observar que os aplausos são mais direcionados para os atacantes e vêm decrescendo até chegar nos zagueiros. Talvez isso tenha um motivo: incentivar os atacantes a fazerem melhor; e não desconcentrar os zagueiros em suas defesas.

Mas, como cada um é colocado em seus devidos lugares de forma a exercerem seus papéis, de forma individual, mas também coletivamente e, assim, vencerem o jogo?

Observe que o que inicia no futebol com idade avançada, dificilmente tem sucesso. Segue em frente! Exatamente por isso, esses papéis são “dados” a cada jogador ainda na tenra idade; no começo da sua jornada.

Cada um cresce com sua missão bem definida. E especializa-se nela! Na Teologia (nosso jogo da vida) acredito não ser diferente. Ou já começamos com nossa missão de vida bem definida ou dois destinos nos aguardam: podemos ser apenas mais um no “jogo” ou obtermos destaque por um tempo, porém, depois desistirmos por falta de não nos identificarmos com aquilo que estamos fazendo.

Quer um exemplo: centenas e milhares de teólogos e pastores desistem da sua missão pastoral, por não suportarem a carga que levam. E isso tem duas possíveis causas: ou escolheram essa missão sem analisarem suas consequências ou, por simplesmente, não terem uma missão e entraram no primeiro “jogo” que lhes foi apresentado. É como se estivessem em um amistoso. Jogando apenas para “testarem” as possibilidades ou tentarem “adequar-se” ao ritmo do jogo. É lamentável quando isso acontece. Prejuízo para si e para milhares que os acompanham.

Dica #1 – Defina sua missão de vida tomando como base o seu desejo mais intenso, as suas capacidades, suas habilidades e estilo de vida.

2 – Você está disposto a sofrer prejuízos para manter sua integridade?

Qualquer teólogo, pastor, líder, escritor, palestrante, etc., pode tornar-se uma referência. Porém, nunca será uma mera referência.

Na verdade, acredito que, talvez, a palavra mais adequada seja REFERENCIAL, ou seja, não é apenas ser citado como alguém importante. Mas é tornar-se um ponto apartir do qual as possibilidades são construídas, as opiniões são definidas e os paradigmas são estabelecidos.

Quando um “simples teólogo” torna-se um referencial teológico, na verdade, ele torna-se um modelo a ser seguido: não simplesmente do ponto de vista pessoal. Mas do procedimento e da sua mensagem.

Todos o ouvirão. Todos o analisarão. Todos o confrontarão. Todos o definirão. Todos os seguirão. E é exatamente ai onde mora um dos grandes problemas.

Infelizmente, hoje, principalmente hoje, muitos teólogos têm se preocupado em tornarem-se reconhecidos, referenciais, com uma mensagem “original”. Porém, não há a mesma intensidade, o mesmo comprometimento, ao estabelecer um padrão moral e espiritual íntegro.

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Dica #2 – Enquanto o conhecimento do teólogo torna a sua mensagem relevante. A sua integridade torna-a uma mensagem de autoridade e capaz de transformar vidas.

O apóstolo Paulo chega a dizer que o nosso procedimento pode trazer vida ou morte, mesmo pregando o Evangelho de Cristo, pois nós somos a demonstração (“a carta”) viva (e lida) por todos aqueles que olham para nós.

“E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes certamente cheiro de morte para morte; mas para aqueles cheiro de vida para vida. E para estas coisas quem é idôneo? Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus.” (2 Coríntios 2.14-17).

Exatamente por isso o próprio Apóstolo Paulo, ainda dá duas recomendações para o sucesso de todos os que empreendem uma missão teológica, pastoral, de liderança, evangelística, etc. Ei-las:

“Traze estas coisas à memória, ordenando-lhes diante do Senhor que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam e são para perversão dos ouvintes. Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade.” (2 Timóteo 2.14-16).

Observe que Paulo orienta Timóteo a ordenar os líderes para não terem palavras de contendas (controvérsias consigo mesmo e com os outros), pois produzem perversão e maior impiedade. E para que isso não aconteça a única saída é ser um obreiro aprovado, ou seja, manter integridade tanto pessoal quanto na mensagem (“maneja bem a palavra da verdade”). Foi isso que Paulo fez:

“E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,” (Filipenses 3.8).

Três frases-chaves, devemos nos atentar a elas. São:

  1. “tenho também por perda todas as coisas”
  2. “pela excelência do conhecimento”
  3. “e as considero como escória”

Um grande erro é a falsa piedade, ou falsa integridade. E funciona da seguinte forma: Alguns deixam os maus procedimentos, a má forma de viver, a ignorância espiritual, porém, vivemos flertando com as más atitudes, com o modelo mundo e deturpando a mensagem bíblica em detrimento de seus próprios interesses ou de grupos religiosos (igrejas, comunidades, “panelinhas”, etc.) mesquinhos e infames.

Ao arbitrar acerca da integridade cristão (e nesse caso do teólogo ou qualquer outro tipo de líder), Paulo é fatídico: ou mantêm a integridade, mesmo sofrendo percas, em prol do reino, e esquece-as de forma definitiva, para manter a autoridade e a relevância da sua mensagem, ou torna-se como os que são mencionados no versículo 2 e 4: cães, maus obreiros e pessoas que confiam na carne.

3 – Você está disposto a cultivar atitudes positivas, mesmo nas dificuldades?

Não sei qual a sua real visão sobre exercer a função de teólogo, líder, pastor, escritor, pesquisador religioso, professor de Educação Cristã ou Ensino Religioso, palestrante… Ou simplesmente um filósofo cristão.

Na verdade esse princípio fundamental vale para qualquer tipo de ação ou atividade que você vá realizar. Se você empreender uma “carreira ministerial ou profissional“, independente de tudo estar a seu favor, independente de você dispor de todas as habilidades possíveis e necessárias, independente da sua origem abastada ou do seu apadrinhamento…

Em algum momento as dificuldades surgirão. E elas surgem quando menos esperamos. Quando pensamos que estamos no auge, ou quando estamos quase a alcançá-lo. É inevitável.

Esse alerta não é para gerar desânimo. Mas evitá-lo, pois esse alerta nos deixa cônscios de que as dificuldades são uma realidade em potencial, embora, talvez ainda não presente.

Diante disso, o ideal é sempre cultivar atitudes positivas e fortalecê-las para que, quando os obstáculos começarem a aparecer, haja preparo e condições suficientes para ultrapassá-los. Não é fácil. Mas a experiência adquirida com os primeiros obstáculos com certeza é um preparo para os futuros. Mantenhamos atitudes positivas, pois as negativas, poderão nos derrubar no primeiro obstáculo.

Dica #3 – Atitudes positivas geram ações positivas e visão de longo alcance. Atitudes negativas geram ações negativas e visão desfocada.

Você está disposto a tornar-se um teólogo, líder, pastor, missionário, palestrante, conferencista, escritor, filósofo cristão…

Imagine você obtendo reconhecimento e tendo uma mensagem muito mais impactante e transformadora?

Você está disposto a tornar-se um referencial para todos aqueles que estão à sua volta e para aqueles que ainda não conhecem você?

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