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8 Maneiras Proveitosas de Ler e Estudar a Bíblia

Bacharel em Teologia | Doutor em Teologia | Mestre em Teologia | Básico em Teologia

Quantas pessoas se propõem a ler a Bíblia, porém, nem sempre com um objetivo claro e direcionado para o seu desenvolvimento e crescimento espiritual. Estas, infelizmente, não alcançarão o que de melhor a mensagem bíblica tem a oferecer: a transformação completa aos moldes de Cristo.

Quando nos propomos a ler a Bíblia apenas para “inflar o nosso ego”, as palavras que nos trariam vida e paz em abundância, agora nos trarão espada, morte e a severidade da lei, haja visto a afirmação paulina de que a letra mata, mas o Espírito é o que vivifica, ou seja, ler por ler as Sagradas Escrituras, além de não causar transformação, ainda poderá prejudicar o leitor, não porque a sua mensagem é perigosa, mas porque o mal discernimento das coisas espirituais poderá levar o leitor àos caminhos que até parecem de vida, mas proporcionam fim tráfico: falta de fé, questionamento da soberania e infalibilidade divina, etc.

Para tanto, propomos aqui 8 formas de você ler a sua Bíblia e adquirir tanto o conhecimento de Cristo, quanto o alimento espiritual para a sua alma. Acompanhe comigo!

1. Comece a ler sua Bíblia hoje mesmo

A maneira de se fazer algo – é fazendo; e a maneira de se ler a Bíblia – é realmente lendo-a! Não é meramente querendo, ou desejando, ou decidindo, ou pretendendo, ou pensando sobre isso – assim você só avançará um passo. Você deve de fato ler. Não há um “caminho dourado” para esse assunto, assim como não há para a oração. Se você não sabe ler, convença alguém a lê-la para você. De uma maneira ou de outra, através dos olhos ou ouvidos – as palavras das Escrituras precisam passar pela sua mente.

2. Leia a Bíblia com um desejo profundo de entendê-la

Não pense, nem por um momento, que a grande questão é virar certa quantidade de papel impresso, sem importar se você entende ou não. Algumas pessoas ignorantes parecem imaginar que se eles avançaram tantos capítulos por dia, sua tarefa está feita, apesar de não terem noção sobre o que foi lido. Só sabem que avançaram o marcador de livros algumas páginas para frente. Isso é transformar a leitura da Bíblia em um mero ritual. Guarde isso na sua mente como um princípio geral: uma Bíblia que não é entendida é uma Bíblia que não faz nada em sua vida! Diga a você mesmo constantemente enquanto você lê, “De que se trata tudo isso?”. Busque o significado como um homem busca por ouro.

3. Leia a Bíblia com a fé e humildade de uma criança

Abra seu coração à medida que você abre o livro de Deus e diga: “Fala, Senhor, pois teu servo está ouvindo!”. Decida implicitamente acreditar em qualquer coisa que você encontre lá, não importa o quanto seja contrário aos seus próprios desejos e preconceitos. Decida receber no coração cada afirmação da verdade, quer você goste ou não.

Fique atento àquele hábito miserável no qual alguns leitores da Bíblia caem – eles aceitam algumas doutrinas porque gostam delas, e rejeitam outras porque elas os condenam, ou condenam algum parente ou amigo. Dessa forma, a Bíblia é inútil! Somos juízes sobre o que deve estar na Palavra de Deus? Sabemos melhor do que Deus? Guarde em sua mente: você receberá tudo e crerá em tudo, e aquilo que você não for capaz de entender, você aceitará que é verdade mesmo assim. Lembre, quando você ora, você está falando com Deus, e Deus o ouve. Mas lembre também, quando você lê as Escrituras, Deus está falando com você, e você não deve “ordenar”, mas ouvir!

4. Leia a Bíblia com um espírito de obediência e autoaplicação

Sente para estudá-la com uma determinação diária de que você viverá por suas regras, descansará em suas afirmações e agirá de acordo com seus mandamentos. Considere, à medida que navega por cada capítulo. “Como isso afeta meu pensamento e minha conduta diária? O que essa passagem me ensina?”.

É um trabalho pobre ler a Bíblia por mera curiosidade e propósitos especulativos para encher sua mente com meras opiniões, porque você não permite que o livro influencie seu coração e sua vida. A Bíblia que é mais bem lida é aquela que é mais praticada!

5. Leia a Bíblia diariamente

Faça com que a leitura e meditação de algum trecho da Palavra de Deus sejam parte do seu dia a dia. Meios particulares de graça são tão necessários diariamente para nossas almas como alimento e vestimenta são para nossos corpos. O pão de ontem não alimentará o trabalhador hoje; e o pão de hoje não alimentará o trabalhador amanhã. Faça como os Israelitas no deserto. Pegue o seu maná fresco a cada manhã. Escolha a parte do dia e os horários. Não atropele sua leitura, apressadamente. Dê a sua Bíblia a melhor e não a pior parte do seu tempo!

Qualquer que seja o plano que você use, faça da visita ao trono da graça e a Palavra de Deus uma regra da sua vida para todos os dias.

6. Leia toda a Bíblia – e a leia de uma maneira ordenada

Temo que haja muitas partes da Palavra que algumas pessoas nunca lêem. Para dizer o mínimo, isso é um hábito muito presunçoso. “Toda a Escritura é útil” (2 Timóteo 3.16). Esse hábito é o causador da falta de uma visão balanceada da verdade, tão comum hoje em dia. Algumas pessoas lêem a Bíblia como um perpétuo sistema de “mergulhar e pegar”, como aperitivos. Eles parecem desconsiderar a possibilidade de avançar regularmente por todo o Livro.

7. Leia a Bíblia de forma justa e honesta

Decida considerar tudo em seu significado claro, óbvio, e considere com muita suspeita todas as interpretações forçadas. Como uma regra geral, o que um verso da Bíblia parece significar – é o que ele significa! Uma regra bastante valiosa é: “A maneira correta de se interpretar a Escritura é considerá-la como a encontramos, sem nenhuma tentativa de forçá-la a um sistema teológico particular.”

8. Leia a Bíblia com Cristo continuamente em perspectiva

O grande e primário objeto de toda a Escritura é testificar sobre Jesus! As cerimônias do Antigo Testamento são sombras de Cristo. Os juízes do Antigo Testamento são tipos de Cristo. As profecias do Antigo Testamento estão cheias dos sofrimentos de Cristo e de Sua Glória ainda porvir. A primeira e a segunda vinda, a humilhação do Senhor e Seu reino glorioso, Sua cruz e sua coroa brilham intensamente em toda a Bíblia. Segure-se firme nisso, e você lerá a Bíblia corretamente.

Eu poderia facilmente adicionar mais dicas, porém, apesar de poucas e curtas, você perceberá que estas são muito proveitosas quando postas em prática.



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5 Motivos Para Estudar a Bíblia Exegeticamente

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George Muller foi um evangelista e missionário inglês. Notável por sua fé na providência de Deus e pela sua obra às crianças desamparadas. Cuidou de 10.024 órfãos durante a sua vida e explorou com grande fé e entusiasmo a vida interior, fé e oração. Isso é o que nós lembramos dele.

Mas, Muller também foi um excelente teólogo e suas palavras ainda hoje nos surpreendem:

“Qual é a comida do homem interior? Não é a oração, mas a Palavra de Deus; e… não a simples leitura da Palavra de Deus, de modo que ela apenas passe através de nossas mentes, assim como a água corre através de um tubo, mas considerando o que lemos, ponderando sobre isso, e aplicando-a em nossos corações.”

O estudo bíblico não é um passeio casual através de um livro ou uma oportunidade para pesquisarmos vários textos bíblicos que nos ajudem a encontrar mensagens que se ajustem às nossas próprias crenças e desejos pessoais.

Estudar a Bíblia é um mergulho na voz, nos planos e na providência de Deus. É uma expedição viva que muda o leitor que se aplica a ouvir, meditar, pesquisar e aplicar.

Mas, por que estudar a Bíblia desta forma? Quais os reais benefícios do estudo aprofundado da Palavra de Deus?

Aqui estão cinco benefícios para uma estratégia exegética de estudo da Bíblia.

1 – Obter uma visão mais ampla do contexto

O que nós vemos acontecer hoje não é novidade. Desde há muito tempo, muitos estudantes da Bíblia, focam em microtextos bíblicos e criam suas “grandes e absolutas verdades”.

Historicamente, sempre houveram certos grupos de cristãos infelizes que se concentraram em um capítulo ou mesmo em um versículo da Bíblia para desenvolver sua visão de mundo. Esses esforços pervertem o significado da Escritura porque ela ignora o cânon em favor de uma nuance particular encontrada em uma parte específica.

Porém, o segredo do bom estudante é quando você olha para o quadro maior, a história maior. É assim que a Bíblia fica interessante!

Sim, nós vemos fragmentos da verdade nos detalhes, mas nada pode ser comparado ao mosaico completo da Palavra quando vemos a progressão da Escritura.

2 – Descobrir o que Deus quer dizer; e não o que você gostaria de ouvir

O estudo bíblico exegético começa com as mãos vazias e abertas a Deus. Nós precisamos nos aproximar de Deus com uma atitude constante de desapego ao que nós mesmos acreditamos ser a verdade.

A razão é que “nossas verdades”, grande parte das vezes estão viciadas pelos problemas, aflições, decepções, (pré-)conceitos, etc.

Quando temos a constante atitude de dizer: “Senhor, eu vou me aprofundar, ler com os olhos e coração abertos e permitir que você fale a verdade. Eu colocarei minhas convicções pessoais de lado e vestirei a armadura completa, esperando que Tu abales a minha fundação”.

3 – Aprender as Escrituras e aplicar corretamente

A maioria das pessoas, quando pensam em Teologia, visualiza graus exigentes, mistérios da revelação divina e enigmas complicados que precisam ser decifrados. Mas a verdade da Palavra de Deus é muito mais simples do que alguns dizem ser.

Soren Kierkegaard, um dos grandes filósofos e teólogos dinamarqueses, argumenta:

“O assunto é bem simples. A Bíblia é muito fácil de entender. Mas nós, cristãos, somos um bando de vigaristas intrigantes. Nós fingimos ser incapazes de entendê-la porque sabemos muito bem que no minuto em que a entendemos, somos obrigados a agir de acordo.”

Qual tem sido a sua atitude diante disto? Tem se eximido dos estudos, ou aplica-se à entender a vontade de Deus para praticá-la?

4 – Aproveitar a diversidade de gêneros e estilos

Ao contrário de um livro didático preenchido com códigos, fórmulas e teoremas, Deus nos deu um livro de histórias, poemas, metáforas, ditos, mandamentos, lamentos e revelações proféticas.

Através do estudo exegético das Escrituras, o brilho e a clareza da história de Deus ganham vida com dinamismo e profundidade surpreendente. Respiramos profundamente a verdade do caráter de Deus e o poder de sua graça. É uma mensagem unificada contada em vários métodos e estilos. Até os quatro Evangelhos se misturam; contando a mesma história, mas de forma diferente.

O Evangelho de João é poético e associa-se a símbolos e progressões intencionais. Evangelho de Lucas, a voz gentia com uma visão de humanidade sofredora e aqueles perdidos nas margens da sociedade. O relato ordeiro de Lucas é muito diferente do Evangelho de Marcos, que é muito focado na ação rápida do ministério de Cristo.

5 – Entender que as descobertas orgânicas são grandes incentivos a continuar estudando

É ótimo aproveitar a sabedoria e a inspiração de Antônio Gilberto, Augustus Nicodemus, Calvino, Tim Keller, Abraão de Almeida, Strong e tantos outros escritores incríveis. Mas, é muito melhor nós descobrirmos algumas verdades da Bíblia Sagrada a partir das nossas próprias necessidades. Isto é particularmente importante para nós, pois descobrimos que as verdades da Palavra de Deus sobre a variedade local geralmente têm uma impressão maior e mais pessoal em minha vida.

Eu acredito que você vai concordar.

Há momentos em que você descobre algo tão relevante para a sua própria vida ou que pode ser aplicado na vida de seus amigos e irmãos, que você não consegue ficar sem compartilhar isso com eles.

Isso lhe traz à vida e lhe deixa maravilhado ao perceber de uma maneira tão íntima que é o Espírito Santo em ação, atuando na sua mente, durante os seus estudos bíblicos?

Certamente, interpretar exegeticamente as Escrituras é desvendar a mensagem e o mistério de todo o conselho de Deus, entrando na mensagem e vendo onde isso leva você. Você pode não saber quando começar, mas seu destino é sempre maravilhoso e bonito.



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23 Tipos de Teologia – Quantas Você Conhece?

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O estudo da Teologia é algo de extrema importância para qualquer cristão. Na verdade, qualquer pergunta ou resposta relacionada á Deus, sua obra ou ação, bem como sobre a relação do homem com Deus é uma busca teológica a partir dos elemento colocados à nossa disposição.

Estes elementos estão presentes no próprio homem, na natureza, no universo; nas ações e relações humanas; na evolução ou involução de alguns processos naturais, etc.

Todos estes elementos contribuem para a busca contínua de entender melhor sobre a Divindade. Por conta disso, a Teologia tem sido dividida em vários ramos de estudos, priorizando um conhecimento mais claro e objetivo na área que se propõe a estudar.

Abaixo uma lista (não exaustiva) das várias divisões do estudo teológico, na busca por ordenar, sistematizar e tornar-se relevante para a humanidade, buscando tornar mais didática a compreensão sobre a Divindade.

Teologia Anacroamática

A mais alta teologia. É a teologia do ensino em contraposição a teologia catequética. O termo foi criado pelos escolásticos luteranos para nomear a exposição e defesa dos mais altos ministérios da fé cristã.

Teologia Alexandrina

Doutrina cristã elaborada em Alexandria, no Egito, e que floresceu do terceiro ao quinto século. A principal tarefa dos doutores e pais alexandrinos foi harmonizar a teologia cristã com a filosofia de Platão.

Teologia Asiática

Esforço concentrado dos cristãos asiáticos em adequar a mensagem de Cristo á sua realidade. Os teólogos da Ásia, de um modo geral, alegam que o cristianismo foi tremendamente adulterado pelo Ocidente, fazendo-se necessária pois, uma adaptação da Teologia Cristã às reais necessidades culturais, históricas e antropológicas da região.

Tal preocupação, aliás, já era manifestada por Sadu Sundar Sing. O evangelista Indiano fazia questão de dar a água da vida a seu povo em uma taça Indiana e não numa chávena Inglesa. Os princípios da transculturação jamais podem ser esquecidos.

Teologia Bíblica

A Teologia bíblica estuda a Bíblia e organiza as conclusões obtidas pela Teologia exegética (que usa técnicas como a exegese para interpretar a Bíblia) em várias divisões e áreas de estudo, com a finalidade de estudar e conhecer a evolução ou a história progressiva da Revelação de Deus à humanidade, desde da sua queda e passando pelo Antigo Testamento e Novo Testamento.

A Teologia Bíblica, ao contrário da Teologia Sistemática, é indutiva, isto é, a partir da pesquisa exegética faz afirmações, ou seja, parte do específico para o geral.

De um modo geral, a Teologia Bíblica parte da exegese de textos bíblicos como afirmação primeira, daí elaborando afirmações decorrentes.

Teologia da Experiência

Doutrina segundo a qual a experiência é a base da Teologia Cristã. Neste sentido, o conhecimento é prescindível. Um de seus maiores representantes é Friedrich Schleiermacher (1768 – 1834).

Em seu sistema, o teólogo alemão não realça a ação de Deus em relação à Humanidade, mas busca mostrar o cristianismo pela experiência do homem com o sobrenatural.

Teologia da Libertação

A Teologia da Libertação é uma corrente teológica cristã nascida na América Latina, depois do Concílio Vaticano II e da Conferência de Medellín, que parte da premissa de que o Evangelho exige a opção preferencial pelos pobres e especifica que a teologia, para concretar essa opção, deve usar também as ciências humanas e sociais.

É considerada como um movimento supradenominacional, apartidário e inclusivista de teologia política, que engloba várias correntes de pensamento que interpretam os ensinamentos de Jesus Cristo em termos de uma libertação de injustas condições econômicas, políticas ou sociais.

Ela foi descrita pelos seus proponentes como uma reinterpretação analítica e antropológica da fé cristã, em vista dos problemas sociais, mas seus oponentes a descrevem como um marxismo, relativismo e materialismo cristianizado.

Leonardo Boff, um dos expoentes da teologia da libertação no Brasil.

Teologia da Morte de Deus

Conhecida também como ateísmo cristão e Teologia Secular, a Teologia da Morte de Deus, que floresceu na década de 1960, ensinava já estar totalmente descartada, pelo homem moderno, a idéia de um Deus transcedental.

Eis os maiores representantes da doutrina: Thomas J.J. Altizer, William Hamilton e Paul van Buren.

Teologia das Alianças

O mesmo que Teologia dos Pactos. Doutrina que tem por base as alianças e concertos que Deus estabeleceu com o homem.

A forma padrão pela qual se organiza a Teologia da Aliança considera a história do relacionamento de Deus com a humanidade, desde a Criação, a Queda até a Redenção para a Consumação, sob o marco de três abrangentes alianças teológicas: Aliança das Obras, Aliança da Graça e Aliança da Redenção.

Aliancistas dizem serem “teológicas” essas três alianças, porque, embora não explicitamente apresentadas como tais no texto da Bíblia Sagrada, podem ser consideradas teologicamente implícitas, ao descrever e resumir a imensa riqueza de dados e informações escriturísticos.

Igrejas Reformadas sistemas de pensamento tratam a Teologia da Aliança clássica não meramente como um ponto de doutrina ou como um dogma central, mas como a estrutura pela qual o texto bíblico se organiza.

Teologia Dialética ou Teologia Neo-Ortodoxa

Teologia dialética (ou teologia da crise ou, ainda, teologia da Palavra) ou neo-ortodoxia foi um movimento teológico que floresceu na Europa (particularmente na Alemanha) da década de 1920.

Reagindo ao liberalismo teológico, a teologia dialética tem em Karl Barth o principal nome. Além dele, outros teólogos tornaram-se conhecidos, como Emil Brunner, Friedrich Gogarten, Eduard Thurneysen e Rudolf Bultmann, por exemplo.

De uma forma geral, a teologia dialética apresenta duas características básicas. Em primeiro lugar, afirma-se que a própria revelação tem estrutura dialética, “na medida em que mantém unidos elementos que se excluem reciprocamente: Deus e homem, eternidade e tempo, revelação e história”.

Segundo, os próprios enunciados teológicos devem seguir esta metodologia dialética, exprimindo tanto a posição quanto a negação. O grande exemplo desta metodologia continua sendo o primeiro livro de Karl Barth, intitulado A Carta aos Romanos.

Teologia dos Pactos

Doutrina que considera o relacionamento entre Deus e os homens a essência da Teologia. Este ensino floresceu durante a reforma protestante, e teve como principal representante a Zwínglio. Posteriormente seria desenvolvida por João Calvino.

A teologia do pacto é o evangelho apresentado no contexto do plano eterno de Deus de comunhão com o Seu povo, e seu desenvolvimento histórico nos pactos das obras e da graça (bem como nos vários estágios progressivos do pacto da graça).

A teologia do pacto explica o significado da morte de Cristo à luz da plenitude do ensino bíblico sobre os pactos divinos, fortalece nosso entendimento da natureza e uso dos sacramentos, e provê a explicação mais completa possível dos fundamentos de nossa segurança.

Colocado de outra forma, a teologia do pacto é o modo da Bíblia explicar e aprofundar nosso entendimento da: (1) expiação [o significado da morte de Cristo]; (2) segurança [a base de nossa confiança de comunhão com Deus e o desfrutar de Suas promessas]; (3) os sacramentos [sinais e selos das promessas pactuais de Deus – o que eles são e como eles operam]; e (4) a continuidade da história da redenção [o plano unificado de salvação de Deus].

A teologia do pacto é também uma hermenêutica; uma abordagem do entendimento das Escrituras – uma abordagem que tenta explicar biblicamente a unidade da revelação bíblica.

Teologia do Processo

De conformidade com este sistema, cujos maiores representantes são Shailer Mathews e Henry Nelson Wieman, acha-se Deus completamente envolvido no interminável processo a que se encontra submetido o Universo. Sob esta ótica, as ciências naturais tem mais peso que a relação divina.

Esta doutrina esta mais baseada na filosofia do que na Teologia. Haja vista que um de seus mais respeitáveis adeptos é o pensador francês Henry Bergson.

Teologia Empírica ou Teologia Natural

A Teologia Natural é o ramo da filosofia que investiga o que a razão humana sem a ajuda da revelação pode nos dizer a respeito de Deus. É aqui entendida como uma tentativa de determinar as características de Deus sem recorrer à revelação divina (escritura ou experiência mística) ou à qualquer ideia que não seja “natural”.

Aqui não se trata de olhar para a beleza da natureza ou evidências de design, mas sim de através da razão humana apenas, do pensamento e de nada que não seja “natural”, se chegar a Deus.

A Teologia Natural é o resultado intelectual da tendência natural da mente humana para desejar ou ser inclinado em direção a Deus. Haveria um “instinto natural” no ser humano de se buscar “algo maior”, uma busca para além dos limites da razão e da ciência.

Esta abordagem tradicionalmente apela ao “desejo natural de ver Deus”, desenvolvido por Tomás de Aquino, embora a recente ciência cognitiva da religião abriu outras formas de desenvolver este tema bastante interessantes.

Teologia Especulativa

Filosofia pagã que se ocupa em especular a cerca de Deus.

Teologia Federal

Elaborado por Johannes Cocceius ( 1603 – 1669 ), este sistema tem como base a idéia de que toda raça Humana estava representada em Adão, no pacto de obras que Deus firmara com o nosso primeiro Pai. Por isso todos fomos afetados por sua queda.

Teologia Filosófica

A teologia filosófica é um ramo da teologia em que os métodos filosóficos são utilizados para chegar a uma compreensão mais clara das verdades divinas. Existe um debate sobre se a teologia e a filosofia devem estar envolvidas no esforço do homem para chegar à verdade, ou se a revelação divina pode, ou deve, se manter sozinha.

Ao longo dos séculos, tem havido várias teorias diferentes sobre o quão extensivamente os sistemas filosóficos devem ser aplicados aos conceitos teológicos.

Alguns dizem que os dois devem ser absolutamente separados, que não têm nada a ver com o outro. Outros dizem que a filosofia e a razão são necessárias para que o homem entenda corretamente a revelação divina. Ainda outros tomam uma abordagem moderada, dizendo que a filosofia é uma ferramenta útil, mas que não deve ser totalmente confiada.

A teologia filosófica surgiu nos séculos 18 e 19, quando os pensadores positivistas, modernistas e iluministas atacaram o Cristianismo. Os teólogos queriam uma maneira de explicar e defender as suas crenças e descobriram que podiam usar métodos filosóficos para defender a revelação divina.

O uso da filosofia para analisar e explicar a teologia não foi sem precedentes.

Tomás de Aquino, Agostinho e outros teólogos da Antiguidade tinham usado as ideias de Aristóteles e Sócrates em seus escritos em um esforço para pensar e compreender os conceitos apresentados na Bíblia.

Muitos apologistas modernos ainda usam argumentos filosóficos. Por exemplo, os argumentos teleológicos e ontológicos para a existência de Deus são enraizados firmemente na teologia filosófica.

Teologia Histórica

A teologia histórica é um ramo dos estudos teológicos que investiga os mecanismos sócio-histórico culturais que deram início às ideias, sistemas, e afirmações teológicas.

Também compreende a história das doutrinas, o impacto da verdade bíblica em sua trajectória secular e histórica. Inclui, também, um estudo analítico do abandono da verdade bíblica, por parte de grupos hereges que tem aparecido durante a Era Cristã.

Também é chamada de História das Doutrinas, História da Teologia e História do Pensamento Cristão.

Teologia Mediadora

Tendo como seus maiores representantes Dorner e Karl Ullmann, este sistema prima por buscar um ponto de equilíbrio entre as diversas forças doutrinárias que pugnam no arraial Cristão.

Um de seus labores é medir a convivência do racionalismo com o sobrenaturalismo. Para esta Teologia, todas as correntes, por mais antagônicas que se mostrem entre si, podem atuar livre e harmonicamente na Igreja Cristã.

Teologia Moral

Teologia Moral é uma disciplina e um campo de conhecimento da Teologia que se dedica ao estudo e à pesquisa do comportamento humano em relação a princípios morais e ético-religiosos. O vocábulo moral provém do latim mos-moris, que inicialmente significava costume, evoluindo depois para uma significação equivalente ao grego ethos.

Na teologia cristã, a teologia moral ocupa-se do estudo sistemático dos princípios ético-morais subjacentes à doutrina e às verdades reveladas por Deus, bem como à sua aplicação posterior à vida quotidiana do cristão e da Igreja. Esta teologia está, em parte, englobada pela teologia sistemática. Mas, apesar disso, muitas vezes ela também está associada à teologia prática.

O Evangelho e as verdades e doutrinas reveladas, estudadas pela teologia dogmática, estão essencialmente ligadas a uma ética e conduta moral, algo que eles têm que fazer em consequência (e prova) de sua salvação.

Teologia Negra

Fundado a partir das doutrinas libertárias de James Cone, este sistema tem como primordial preocupação a libertação política, social e econômica do homem negro. Suas afinidades com a Teologia da Libertação são muito impressionantes.

Teologia Ortodoxa

Sistema Doutrinário que se acha de acordo com as crenças oficialmente aceitas. Nem sempre, porém, a ortodoxia está de acordo com as Sagradas Escrituras. As doutrinas de uma seita herética, por exemplo, em relação a si, são ortodoxas; mas, em relação à Palavra de Deus, heterodoxas. Por isso, uma doutrina para ser válida tem de ser, além de ortodoxa, essencial, estrutural e historicamente Bíblica.

A verdadeira ortodoxia tem de estar de acordo não somente com o arcabouço doutrinal da denominação, mas principalmente com os arcanos da Bíblia Sagrada.

Teologia Pastoral

Doutrina que tem por objetivo apresentar as razões, funções e reivindicações do ministério Cristão conforme preconiza o Novo Testamento.

A teologia pastoral é a disciplina teológica estudando a prática eclesial e oferecendo critérios para a ação corretiva. É a parte da Teologia cristã que cuida da aplicação prática dos ensinamentos teológicos à ação ou pastoral da Igreja e à vida quotidiana de cada crente, principalmente à formação dos fiéis, conduzindo-os no reto caminho da Palavra de Deus e da salvação, através dos ensinamentos.

Esta teologia, que está englobada pela teologia prática, contém vários sub-campos relacionados como a Teologia de Missões, a Evangelização, a psicologia pastoral ou psicologia da religião, homilética e áreas similares.

Teologia Política

Ensino que defende a participação da igreja nas decisões nacionais, visando a apresentação à sociedade e aos poderes constituídos as reivindicações da Palavra de Deus quanto à promoção do bem comum.

Teologia Sistemática ou Teologia Dogmática

Organização lógica e ordenada das verdades alusivas a Deus e ao seu relacionamento com o homem, num sistema doutrinário, cultural e historicamente coeso e harmônico com as Escrituras do Antigo e do Novo Testamento.

A teologia sistemática, que engloba ramos como a teologia das doutrinas, a teologia dogmática e a teologia filosófica, é a disciplina da teologia cristã que formula uma descrição ordenada, racional e coerente da fé e crenças cristãs. Ela reúne as informações extraídas da pesquisa teológica, organiza-as em áreas afins, explica as aparentes contradições e, com isso, fornece um grande sistema explicativo (diferentemente da teologia histórica ou da teologia bíblica).

A teologia sistemática está também associada por vezes à apologética cristã, que serve para, no confronto teológico entre diferentes religiões e heresias, defender a doutrina da confissão cristã em causa.

Você conhece mais algum tipo de Teologia? Fique à vontade para comentar abaixo!



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A Importância da Teologia Para o Cristão Equilibrado

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É comum ouvirmos pregadores, líderes, professores e até teólogos falarem como se a fé fosse inimiga da razão, da Teologia… Afinal, em nosso relacionamento com Deus, o que importa mesmo é a fé. A razão é “obra do diabo” em nós.

Talvez, por conta disso, estamos vivenciando um período com tantas barbaridades religiosas em nosso meio. A grande maioria dos cristãos não têm os fundamentos lógicos e teológicos claros e fortes o suficiente para aplicarem a boa e equilibrada interpretação bíblica no combate a tais movimentos.

Quando Deus fala a Josué (Josué 1.7-9) ou quando Paulo alerta os cristãos acerca do culto racional (Romanos 12:1), há claramente elementos da fé e da razão no processo. Isso é muito mais evidente, quando Pedro (1 Pedro 3:15) nos responsabiliza tanto pela nossa fé em Cristo quanto pela respostas racionais que damos acerca da nossa fé em Cristo.

Os textos supracitados evidenciam a necessidade de estudarmos e compreendermos a Teologia expressa na Sagrada Escritura para que possamos servir a Deus, de modo adequado e conforme ele mesmo prescreveu em sua Palavra.

Mas, então, o que é Teologia?

A palavra Teologia é origina dos vocábulos gregos theos e logos, que tanto indicam palavra, quanto ação ou sistema em relação à divindade.

E é importante observamos que a aplicação aos estudos teológicos exigem que tenhamos conhecimento (palavra) sobre Deus, mas também, saibamos explicá-lo (sistema, ciência) e, principalmente, tenhamos atitudes (ação) em relação a Deus.

São esses os objetivos mais fundamentais de um estudo teológico sério, equilibrado e com profundidade. Levar o cristão a tornar-se conhecedor e praticante da Palavra de Deus.

Entretanto, é preciso esclarecer que a teologia não estuda a Deus em sua essência, mas a revelação que ele fez de si mesmo nas Sagradas Escrituras, bem como inquire suas obras e ações em relação às suas criaturas.

Embora pareça um tanto presunçoso, dizer que a teologia realiza estudos sobre Deus, ela não parte da mera elucubração humana, mas da premissa básica de que Deus revela a si mesmo, através da sua Palavra.

Outrossim, a teologia estuda a autorrevelação de Deus, ou seja, a Teologia Cristã não é um amontoado de pensamentos dos teólogos sobre Deus, mas antes é uma teologia formulada com base na revelação divina, que busca conhecer o que Deus de si mesmo revelou a nós.

Partindo dessa premissa, entendemos que a tarefa do estudante da teologia é conhecer aquilo que Deus disse de si mesmo na sua revelação especial, mediante a pesquisa das Santas Escrituras e da revelação da criação, também conhecida como revelação geral.

No estudo da teologia, não se deve eliminar a opinião dos teólogos na História, pois esta é a maneira de Deus mostrar como conduziu o pensamento dos cristãos durante os séculos. Não podemos ignorar o que eles pensaram, inclusive para não incorrermos nos mesmos erros que alguns deles cometeram.

Qual a importância da Teologia para a Igreja?

Infelizmente encontramos em algumas igrejas, pessoas que afirmam que “precisamos de Jesus e não de teologia”. Tais indivíduos afirmam erroneamente que “estudar teologia é pôr a Bíblia dentro de uma caixinha”.

Isso é totalmente distorcido e está muito distante da verdade, pois a teologia é como uma lente de aumento, com a qual olhamos para o Texto Sagrado. Assim, como ressalta Alister McGrath: “a teologia não é — e não foi feita para ser — substituta das Escrituras. Em vez disso, trata-se de auxílio para aprender sobre elas. Como um par de lentes, põe foco no texto das Escrituras, permitindo que atentemos para o que talvez passasse despercebido. A doutrina está sempre subordinada às Escrituras; é sempre sua serva, nunca mestra”.

Não obstante haverem opositores à teologia, ressaltamos sua importância para a igreja de Cristo, em todos os tempos e épocas, especialmente para os dias atuais, quando tantos falam e agem em nome de Deus sem terem um conhecimento real de sua pessoa.

A verdadeira teologia, parte das Sagradas Escrituras e produz no homem um profundo desejo de conhecer a Deus e com ele se relacionar. João Calvino diz que o conhecimento de Deus nos deve levar, em primeiro lugar, ao temor e à reverência; segundo, buscarmos nEle todo o bem e, recebendo este bem, darmos o total crédito para Ele.

Como a Teologia é aplicada em nossa vida diária?

Uma questão importante a ser considerada é como a teologia pode ser aplicada na vida diária, pois não há sentido em se aprender ou fazer teologia se esta não influenciar de forma prática a vida daquele que com ela se envolve.

Alguém afirmou com sabedoria que “vida cristã é a teologia colocada em prática”. O que aprendemos acerca de Deus e de sua vontade, precisa ser colocado em prática ou não fará sentido. Alguém que ouve que deve amar ao próximo e não ama, na verdade não aprendeu nada.

Vejamos, então, como a teologia pode influenciar em nossa vida e espiritualidade cristã.

Em Bibliologia conhecemos sobre a inspiração e autoridade da Bíblia. O estudo e compreensão deste assunto deve gerar no coração dos servos de Deus, confiança e amor pela Sagrada Escritura, visto a mesma não proceder de homens, mas do próprio Deus.

Em Soteriologia, são analisados aspectos como regeneração, fé salvadora e predestinação. O estudo deste último, certamente fortalecerá no coração dos servos de Deus, um profundo sentimento de gratidão e dependência do Deus que regenera, chama e salva.

Em Hamartiologia, tratamos do maior e mais devastador de todos os males, o pecado. Ao estudar este assunto, o servo de Deus deve sentir-se impelido a buscar a graça Divina, reconhecendo sua miséria e seu estado de total incapacidade de salvar a si mesmo.

Em Eclesiologia, é discutida a autoridade e o poder da igreja, as marcas da verdadeira igreja, os meios de graça, dentre outros. No estudo desta matéria, o cristão é desafiado a cuidar e amar mais o organismo que a organização, sabendo que foi pelo “corpo, organismo” e não pela “instituição” que Cristo deu sua vida.

Em Cristologia, são examinados aspectos como as duas naturezas de Cristo (divina e humana) e seu tríplice ofício (profeta, sacerdote e rei). Assuntos que devem gerar no coração dos filhos de Deus, a certeza de que em Cristo, somos mais que vencedores.

Em Pneumatologia, tratamos da pessoa do Espirito Santo. Aquele que é o originador da nova vida, regenerando o pecador embrutecido pelo pecado; o Consolador prometido; o intercessor dos crentes em Jesus. Ao estudar sobre sua pessoa e obra do Espirito Santo, os filhos de Deus são levados a abandonar sua autossuficiência, creditando ao Espirito a dinâmica da vida cristã e a sua própria perseverança na fé.

E, também, não podemos esquecer da Escatologia, onde conhecemos todo o plano de Deus para redenção final dos salvos, condenação dos ímpios e restauração do seu Reino Céu-Terra. Estudar Escatologia reaviva em nós a nossa viva esperança e a certeza da aparição de nosso Senhor Jesus Cristo.

Você observou que cada um destes temas consegue atingir não apenas o nosso intelecto, mas também a nossa vida cristã prática.

O teólogo brasieiro Dr. Heber Carlos diz que “tudo o que estudarmos em teologia estará associado à nossa concepção de Deus. O que cremos sobre Deus determinará os nossos padrões de moralidade, porque a Palavra de Deus é o padrão da moralidade. Tudo o que viermos a saber sobre Deus determinará todos os outros relacionamentos nos vários campos da teologia”.



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